São Paulo tem apenas 2,6 m² de área verde por habitante

Padrão internacional é de 12 m²; centro e periferias são as regiões mais críticas


Centro e periferia têm as menores médias de cobertura vegetal por habitante 

SPRESSO SP

Um estudo realizado pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo mediu a área verde que cada paulistano pode desfrutar na cidade. A Prefeitura utiliza dois índices diferentes para mensurar a quantidade por pessoa. No primeiro são consideradas apenas áreas públicas que o cidadão pode frequentar. Já no segundo são incluídas grandes áreas de preservação ambiental fora do perímetro urbano.
É justamente no índice que mede as áreas verdes ao alcance do paulistano que a capital deixa muito a desejar. São apenas 2,6 m² de verde por habitante, muito longe do padrão internacional de 12 m². Em mais de um terço das subprefeituras o índice de verde está abaixo de 1 m² por pessoa. O centro e a periferia são as regiões mais críticas. Incluindo as áreas fora do alcance dos moradores, São Paulo ultrapassa este padrão com 12,5 m² de verde por habitante.
Na diferença entre os dois índices pode ser identificado o problema das áreas verdes paulistanas, a sua má distribuição. Enquanto grandes parques e áreas de preservação ambiental em regiões afastadas elevam a média total, regiões próximas do centro atingem níveis que chegam a quase zero.  É o caso do bairro da Mooca, que possui apenas 0,35 m² de cobertura vegetal por habitante. “O problema de São Paulo é distribuição espacial de cobertura vegetal, com índices bons em áreas rurais e em bairros como Pacaembu e Jardim Europa, e baixíssimos no centro”, afirma a geóloga Patrícia Sepe, da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.
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